ODONTOPEDIATRIA


A Odontopediatria é a Odontologia aplicada à criança, organismo em formação e em constantes transformações físicas, mentais e emocionais. Uma de suas mais importantes funções é a de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança, desde o nascimento até a adolescência, cuidando da saúde bucal, da harmonia e do equilíbrio da face.

Tem, portanto, a nobre e importante missão de atuar em um campo abrangente e complexo, que se dedica à prevenção e ao tratamento integral da criança, em três aspectos básicos: integridade do dente, da gengiva e perfeição da oclusão, isto é, do relacionamento entre os dentes, os ossos e os músculos da face.

É possível dividi-la em três áreas específicas com características próprias e diferentes entre si:


CLÍNICA DE BEBÊS

É a área da Odontopediatria que se dedica a cuidar dos bebês, desde o nascimento até os 3 anos de idade. Constatada a normalidade, após exame cuidadoso do bebê e diagnóstico preciso, os cuidados Odontopediátricos, nessa fase de vida, deverão abranger orientações e aconselhamentos para a prática de medidas preventivas. Na hipótese da ocorrência de desvios, o Odontopediatra atua no sentido de adotar medidas corretivas, fazendo com que seja retomada a estrada do desenvolvimento normal e equilibrado para, em seguida, voltar novamente sua atenção profissional para a prevenção, que deverá evitar a instalação de novos desvios.

De maneira prática, deverá orientar os pais quanto aos cuidados com a higiene, com a amamentação, com a erupção dos primeiros dentinhos e a mastigação. É importante a participação do Odontopediatra na recomendação da forma e do tipo adequado de mordedores, do bico de mamadeira e do uso racional da chupeta. Se o hábito do cuidado com a boca se instalar nessa fase, instala-se também a prevenção da maioria dos desvios oclusais.

RECADOS DA CLÍNICA DE BEBÊS
1 - Recado importante: cuidado que é bom começa cedo

Muitos dos problemas que a gente começa a notar nas crianças de
nove ou dez anos e, muitas vezes, também nos adolescentes, não
são de nascença e poderiam ser evitados se o cuidado começasse
bem antes.

A conformação da boca vem sendo construída desde que o bebê nasce e não pode ter desvios no seu desenvolvimento natural. Se os pais cuidarem de modo que a amamentação, a respiração e a mastigação sejam corretas e bem exercitadas, evitarão que o desenvolvimento da face e da boca seja alterado.


2 - Granulados e não liquefeitos

Depois que o bebê começa a comer frutas amassadas e papinhas, vá introduzindo alimentos mais granulados, para estimular os movimentos de mastigação. Utilize peneiras de furos cada vez maiores para passar a papinha. Não se deve dar alimentos batidos no liquidificador; parece que é mais fácil para o bebê se alimentar, mas isso, além de não exercitar a mastigação, pode aumentar os gases no aparelho digestivo.

Inicie com picados finos e esmagados e, por volta de 10 a 12 meses, passe para os picados grossos e pequenos pedaços.


3 –O conjunto da face: berço do belo soriso

Ter uma boca bonita não depende só dos dentes. Além de dentes sadios, é preciso que os pais tenham consciência de que o rosto funciona como um conjunto e que tem muita coisa influenciando o sorriso do filho. Dentre esses coadjuvantes na formação do belo sorriso, podemos relacionar alguns:

-que o bebê tenha sido amamentado, de preferência, corretamente ao seio;
-que tenha se habituado a respirar bem pelo nariz e não pela boca;
-que a mastigação de alimentos mais duros e com fibras tenha sido introduzida na hora certa, evitando comidas de consistência muito mole e pastosa.

Esses procedimentos, até certo ponto simples, fazem com que os músculos da face trabalhem direitinho, equilibradamente, exercitando e estimulando o crescimento dos ossos da face para acomodar os dentes com harmonia.


4 – Exercícios com a chupeta

Praticamente, o bebê não precisaria usar chupeta. Mamar no seio materno é um exercício muscular muito bom para o desenvolvimento da boca e quase sempre satisfaz a necessidade de sugar.

No entanto, muitas vezes, o bebê pode querer sugar mais: a mãe, nesse caso, pode dar a chupeta, mas por pouco tempo, para que ele exercite os músculos e se satisfaça. A chupeta dessa forma funciona como um aparelho de sucção, complementando a necessidade de sugar.

Depois de alguns movimentos de sucção pode-se retirar a chupeta da boca, porque o bebê não deve dormir com a ela na boca. Isso porque, aí parada, ela desloca a língua para trás, afasta os rebordos e torna-se uma forma para modelar de maneira inadequada a boquinha da criança.


5 – Chupeta: quando não usar

Não use a chupeta para consolar ou distrair o bebê. Ela só pode ser usada, em geral, logo após a mamada, para complementar um exercício de sucção que ainda seja necessário.

Nunca deixe a chupeta presa num cordãozinho ou numa fralda, como um estímulo pendurado, lembrando a criança de sentir vontade da chupeta a todo momento.

E, atenção! Essa necessidade de sucção só se manifesta até por volta dos oito meses. Depois disso, o uso da chupeta só vai contribuir para deformar os ossos da face, onde os dentinhos estão nascendo.
 



CLÍNICA INFANTIL

A Clínica Infantil está voltada aos cuidados para com crianças de 3 a 12 anos. Embora a higiene em todas as fases seja sempre a tônica, pois ela é uma ferramenta importante do tratamento preventivo, os cuidados desta fase, em especial, se concentram também nas funções de sugar, deglutir, respirar, mastigar e falar. Isto porque esses são exercícios funcionais importantes para o crescimento e o desenvolvimento da face e, mesmo por isso, devem ser exercitados corretamente. Na seqüência, o mote dessa fase, de grandes transformações, é o crescimento dos ossos da face, o desenvolvimento muscular e a mudança dos dentes de leite pelos permanentes.



CLÍNICA DE ADOLESCENTES


Esta fase tem como característica as mudanças físicas e emocionais que marcam a transformação da criança em adulto. Nem é preciso justificar que os cuidados, agora, devem ser redobrados em relação à dieta a ser seguida e à higiene a ser mantida. É o momento da verificação e do ajuste do relacionamento dos dentes permanentes.




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