Higiene da boca da mamãe
Dra. Adriana Ferreira de Camargo Miori



A mamãe também precisa se cuidar bastante! Deve ter dieta equilibrada, exercitar-se, não fazer esforços, além de seguir um preceito de fundamental importância durante toda a gestação: a higiene da sua boca. É comum, nas gestantes, a gengivite gravídica, que é a inflamação da gengiva, resultante do distúrbio hormonal (fruto dessa condição de gravidez) associado a higiene insuficiente para a limpeza da boca, higiene essa que deve ser minuciosa nessa fase.

Assim, é necessário o cuidado com a saúde bucal, tanto o auto-cuidado quanto as profilaxias profissionais regulares, com atenção aos dentes, gengiva e oclusão.

Durante a gestação, a mãe pode sentir náuseas e vomitar com alguma freqüência, tornando o meio bucal mais ácido, o que pode favorecer a desmineralização do esmalte dentário, ou seja, provocar a formação de lesões de cárie.

Então, uma dica legal é manter a boca sempre limpa, livre de placa bacteriana e nos momentos dos reflexos de náusea, fazer uso de soluções higienizantes.


 Limpeza

Falando em limpeza bucal, é aconselhável que a grávida adote, como procedimento, a higiene bucal noturna: após o uso do fio-dental e de cuidadosa escovação, realizar um bochecho de solução de fluoreto de sódio a 0,05%, que tem ação remineralizante, compensando a perda de minerais nos dentes, devido aos picos de acidez salivar, que ocorrem após cada ingestão de alimentos.

Então, a boca deve estar sempre limpa!
Cuidando bem de si mesma, a gestante estará cuidando também do seu futuro bebê.


 Flúor sistêmico e tópico

Existem dois tipos de uso do flúor:
- o flúor de uso interno, que é ingerido e que passa pela corrente sangüínea (sistêmico).
- o flúor de uso externo, que é aplicado no dente (tópico).

Criou-se uma lenda positiva, em torno da aplicação de flúor. Em geral, entendemos que se trata de um complemento necessário para fortalecer o dente.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente pela gestante, atenção! Em cidades onde a água é fluoretada, certa dose de flúor já está sendo ingerida pela gestante e, por conseqüência, passada para o bebê, através da corrente sangüínea. Nesse caso, ela não deve tomar comprimidos de flúor, pois a quantidade desse elemento em excesso poderia prejudicar a formação dos dentes do bebê, ao invés de contribuir para o seu fortalecimento.

Isso porque o flúor se liga aos componentes do dente em formação. Ora, se ele é ingerido em excesso, a aderência também se efetiva em excesso, o que pode causar ocorrências não desejáveis, desde pequenas manchas opacas e esbranquiçadas até a falta da estrutura dentária, ou seja, o dente nascer com defeito, faltando um pedaço.

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