Antissépticos bucais

O antisséptico deixa um gosto e cheiro agradável na boca, mas ele é diferente da solução de fluoreto de sódio, seus componentes são diferentes!


1 . À BASE DE CLOREXIDINA 0,12%


São soluções indicadas para eliminar os germes que causam a placa bacteriana, a gengivite e o mau hálito.
É claro que o efeito antimicrobiano da solução só vai ser efetivo após a remoção da placa. Caso contrário, a solução apenas dará um “banho” nos microorganismos, mantendo o mau hálito.
O uso diário destas soluções é indicado apenas quando prescrita pelo dentista, se este não for o caso, o ideal é usar de 2 a 3 vezes por semana.
O uso prolongado do produto pode causar manchas nos dentes e em restaurações. Ainda que ocorram, é possível removê-las com a limpeza profissional.
Ainda falando sobre as indicações de uso, o ideal á fazer o bochecho após a última escovação antes de dormir, pois a solução pode deixar um gosto amargo no alimento quando o bochecho for feito antes da refeição.


2. À BASE DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO 1,5%

O peróxido de hidrogênio nada mais é do que a água oxigenada.
Quando ocorrem lesões na boca, são normalmente originárias de bactérias anaeróbicas: bactérias que vivem sem oxigênio.
Quando em contato com bactérias, o oxigênio é liberado, agindo diretamente sobre estas bactérias que não conseguem conviver com oxigênio.
A sensação da ação da solução sobre as bactérias é de borbulhamento, limpando a área lesionada, diminuindo a proliferação de microorganismos.


3. FLUORETO DE SÓDIO

Existem dois tipos de uso do flúor:

-O FLÚOR DE USO INTERNO, que é ingerido e que passa pela corrente sangüínea (SISTÊMICO). Tomamos o flúor de forma sistêmica quando ingerimos água ou sal de cozinha, sendo que para o bem estar no organismo, esta concentração já é suficiente.

-O FLÚOR DE USO EXTERNO, que é aplicado no dente (TÓPICO).

Criou-se uma lenda positiva, em torno da aplicação de flúor. Em geral, entendemos que se trata de um complemento necessário para fortalecer o dente.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente pela gestante, atenção! Em cidades onde a água é fluoretada, certa dose de flúor já está sendo ingerida pela gestante e, por conseqüência, passada para o bebê, através da corrente sangüínea. Nesse caso, ela NÃO deve tomar comprimidos de flúor, pois a quantidade desse elemento em excesso poderia prejudicar a formação dos dentes do bebê, ao invés de contribuir para o seu fortalecimento.

Isso porque o flúor se liga aos componentes do dente em formação. Ora, se ele é ingerido em excesso, a aderência também se efetiva em excesso, o que pode causar ocorrências não desejáveis, desde pequenas manchas opacas e esbranquiçadas até a falta da estrutura dentária, ou seja, o dente nascer com defeito, faltando um pedaço, chamada de fluorose.

O flúor deve ser aplicado de forma tópica, ou seja, direto sobre os dentes. Na forma de bochecho ou aplicado com uma ponta de gaze ou algodão para as crianças que ainda não sabem bochechar e cuspir.
Para a crianças que ainda não sabem bochechar, a concentração indicada é o fluoreto de sódio 0,02% e para as crianças mais velhas e adultos, a indicação é de fluoreto de sódio 0,05%.
Normalmente, o dente perde íons minerais durante o dia e o flúor devolve estes íons perdidos. Capaz de atrair os íons de cálcio presentes na saliva, o flúor evita a perda de minerais do dente provocada pela cárie. A desmineralização, acontece quando as bactérias presentes na boca se fixam nos dentes, consumindo açúcar e produzindo ácido. A substância corrói a superfície dos dentes, cavando orifícios profundos. O flúor não só diminui a corrosão, como penetra no interior das bactérias, inibindo a produção de ácido.
Ele deve estar presente na saliva e, conseqüentemente, banhando os dentes, interferindo nos microrganismos produtores da cárie e alterando os cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie.

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