Flúor e Fluorose

Flúor


Existem dois tipos de uso do flúor:

-O FLÚOR DE USO INTERNO, que é ingerido e que passa pela corrente sangüínea (SISTÊMICO). Tomamos o flúor de forma sistêmica quando ingerimos água ou sal de cozinha, sendo que para o bem estar no organismo, esta concentração já é suficiente.

-O FLÚOR DE USO EXTERNO, que é aplicado no dente (TÓPICO).

Criou-se uma lenda positiva, em torno da aplicação de flúor. Em geral, entendemos que se trata de um complemento necessário para fortalecer o dente.

No entanto, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente pela gestante, atenção! Em cidades onde a água é fluoretada, certa dose de flúor já está sendo ingerida pela gestante e, por conseqüência, passada para o bebê, através da corrente sangüínea. Nesse caso, ela NÃO deve tomar comprimidos de flúor, pois a quantidade desse elemento em excesso poderia prejudicar a formação dos dentes do bebê, ao invés de contribuir para o seu fortalecimento.

Isso porque o flúor se liga aos componentes do dente em formação. Ora, se ele é ingerido em excesso, a aderência também se efetiva em excesso, o que pode causar ocorrências não desejáveis, desde pequenas manchas opacas e esbranquiçadas até a falta da estrutura dentária, ou seja, o dente nascer com defeito, faltando um pedaço, chamada de fluorose.

O flúor deve ser aplicado de forma tópica, ou seja, direto sobre os dentes. Na forma de bochecho ou aplicado com uma ponta de gaze ou algodão para as crianças que ainda não sabem bochechar e cuspir.
Para a crianças que ainda não sabem bochechar, a concentração indicada é o fluoreto de sódio 0,02% e para as crianças mais velhas e adultos, a indicação é de fluoreto de sódio 0,05%.
Normalmente, o dente perde íons minerais durante o dia e o flúor devolve estes íons perdidos. Capaz de atrair os íons de cálcio presentes na saliva, o flúor evita a perda de minerais do dente provocada pela cárie. A desmineralização, acontece quando as bactérias presentes na boca se fixam nos dentes, consumindo açúcar e produzindo ácido. A substância corrói a superfície dos dentes, cavando orifícios profundos. O flúor não só diminui a corrosão, como penetra no interior das bactérias, inibindo a produção de ácido.
Ele deve estar presente na saliva e, conseqüentemente, banhando os dentes, interferindo nos microrganismos produtores da cárie e alterando os cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie.


Fluorose

A fluorose é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes. Ela se manifesta principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental; nesses casos, torna-se mais friável, mais fácil de desgastar fisiologicamente. Muitos trabalhos apontam como causa da fluorose a utilização de gotas e comprimidos contendo flúor, inclusive muitos complexos vitamínicos recomendados pelos pediatras. Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum é o dentifrício fluoretado, que muitas crianças engolem durante a escovação. O enxaguatório contendo flúor também poderá contribuir, se for indicado para crianças que ainda não tenham controle adequado da deglutição.

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