Homeopatia, Ciência ou Charlatanismo?


Atualmente muito se tem discutido e se questionado a respeito da Homeopatia, principalmente no que diz respeito à sua eficácia e à sua validade.

Reconhecemos a necessidade das experimentações que levam ao clássico princípio da sentença: Primeiro saber para depois crer. No entanto, não podemos nos tornar céticos e subestimarmos aquilo que, talvez, ainda não tenhamos condições de explicar, mas que com certeza podemos observar.

Esse ceticismo, paradoxalmente, torna a ciência anticientífica. Idéias propostas, teorias e invenções simples têm sido condenadas e ridicularizadas pelo academicismo oficial. Não podemos nos esquecer de que, enquanto seres humanos em evolução, com certeza, não temos explicações e entendimento para todas as leis que regem o universo e, embora a ciência possa estar num estágio considerado avançado, muito ainda temos a aprender.

Vale lembrar alguns fatos notórios pinçados do passado: Pasteur, por exemplo, foi ridicularizado por todos os membros das academias médicas que negavam a ação de microorganismos nas doenças. Lavoisier, cientista consagrado e químico brilhante, negou que pedras caíssem do céu conforme relatos bíblicos, o que posteriormente foi observado como sendo queda de meteoros. A ciência divertiu-se com Dunlop quando este propôs encher de ar rodas de borracha; se Dunlop tivesse se intimidado, hoje não teríamos os pneus modernos. Os mais abalizados médicos do mundo ficaram chocados quando Herwey garantiu ter descoberto a circulação sangüínea. Semmelweis diagnosticou a febre puerperal como de origem infecciosa e por isso sofreu humilhações e virou motivo de riso entre a classe médica.

Infelizmente, esse comportamento se perpetua até os dias de hoje, quando a classe científica continua a sorrir com ares de superioridade, ante as evidências das terapêuticas ditas alternativas, como acupuntura, homeopatia, radiestesia, cromoterapia, fitoterapia, entre outras.

Para a verdadeira compreensão dos mecanismos de ação dessas terapias, em particular a Homeopatia, tem-se que abandonar o paradigma newtoniano ou mecanicista, que tem sua validade, mas apenas para coisas materiais, e voltar-se ao paradigma Holístico-vibracional, cujos fundamentos encontram-se na física quântica e na teoria da relatividade.

O que queremos dizer com isso é que precisamos compreender que os seres humanos são formados por matéria e energia. Enquanto a Alopatia age no campo material do ser, a Homeopatia atua na matriz energética (força vital) desse mesmo ser. Na Homeopatia parte-se do princípio de que as doenças são apenas a manifestação do desequilíbrio energético do ser humano, portanto, não adianta tratar somente a manifestação (doença) se não tratarmos o desequilíbrio (energia) em si. Quando assim procedemos, eliminamos os efeitos, mas a causa se mantém (desequilíbrio da força vital) , manifestando-se em novas doenças.

Platão na antiguidade já se referia a essa matriz energética ou força vital quando mencionava o mundo das idéias. Hipócrates falava da Vix Medicatrix, que seria a via natural de cura inerente a todos os seres humanos.

Modernamente, com o avanço tecnológico e científico gerados por cientistas bem intencionados e livres de preconceitos, instrumentos precisos vêm sendo desenvolvidos, permitindo experimentos e comprovações da eficácia dos medicamentos homeopáticos. Até então, os adversários da homeopatia usavam como argumento a alegação de que os medicamentos eram apenas placebos por não serem encontrados neles princípios materiais; o que está se comprovando agora é que, apesar de, acima de algumas dinamizações não haverem princípios materiais nos medicamentos, pode-se medir fisicamente neles a presença de diferentes campos eletromagnéticos.

Gostaria de questionar como seria racional e possível comprovar-se o imaterial através do material. Os instrumentos que medem matéria servem para matéria: a homeopatia, como dissemos acima, tem seu fundamento na energia e, portanto, nesse campo de conhecimento devem ser usados instrumentos que trabalham e identificam energia, tal qual os utilizados pela física moderna.

Mesmo sem a possibilidade de uma comprovação definitiva nesse momento, a satisfação dos pacientes, a melhora de quadros clínicos e uma melhor qualidade de vida não seriam índices da grande comprovação de eficácia que a ciência está deixando de considerar?

Acredito que o grande enigma da Homeopatia tenha sido o enunciado por Samuel Hanneman, há mais de 200 anos, através dos princípios e das conclusões por ele tiradas em uma época em que nem sequer se sabia o que era energia e a maneira como esta atuava.

Por se tratar de um assunto inesgotável e apaixonante, sugerimos que aqueles que se interessam pelo assunto nos enviem dúvidas e perguntas por e-mail, garantindo que as mesmas serão respondidas no site, mensalmente, para que possamos fazer um fórum, discutirmos e chegarmos à luz.


Dra. Káthia Camargo

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