Cuidado com as quedas


Quando a criança começa a andar e a correr é a fase em que acontece a maioria dos acidentes. A boca é um alvo extremamente vulnerável nesses episódios de quedas, perigo que abarca mesmo as crianças mais velhas e até os adultos.

Na fase de bebê, os acidentes comuns costumam ser os tombos que levam ao chão de uma altura expressiva, ou seja, da altura do próprio corpo. Nessa faixa etária, também aumentam as estatísticas dos possíveis acidentes, seja em uma colisão com móveis seja nas brincadeiras entre amigos.

O que acontece, na maioria das vezes, é que, exposto a contusões, o dente de leite pode não se quebrar, mas, ainda assim, pode ficar escurecido, já que houve um derramamento de sangue dentro dele, por conta da batida, da mesma forma que fica arroxeada a região da perna, por exemplo, quando sofre uma violenta batida!

Mais tarde, os tipos de traumas dentais são os mesmos, porém as causas que os originam é que são, agora, um pouco diferentes: choques em brincadeiras na escola; batidas em piscinas e quedas de bicicleta, de skate ou acidentes automobilísticos.

Os tipos de traumas mais comuns são:

- Fratura do dente: quando quebra um pedaço do dente
- Avulsão do dente: quando o dente sai inteiro do alvéolo dental
- Intrusão do dente: quando o dente entra no alvéolo dental

EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO DE FRATURA OU TRAUMA ENVOLVENDO DENTES OU TECIDOS MOLES DA BOCA, É IMPORTANTE O CONTATO IMEDIATO COM O CIRURGIÃO DENTISTA.

PORÉM, COMO PRIMEIROS CUIDADOS E OS PROCEDIMENTOS INICIAIS RECOMENDAMOS:

Fratura do dente

Estamos sujeitos a esse tipo de imprevisto e o mais recomendado é que estejamos preparados se nos virmos nessa situação: facilitará bastante o trabalho, se você achar o fragmento do dente que quebrou e levá-lo ao dentista num recipiente com soro fisiológico, porque existe a possibilidade de ser utilizado este fragmento para recompor e restaurar o próprio dente.

Mesmo não encontrando o fragmento, dispomos dos recursos mais adequados e atuais para reconstruir seu dente.


Avulsão do dente

a) Dente decíduo ou de leite:

O melhor procedimento dos pais ou responsáveis diante de uma situação como essa é, em primeiro lugar, manter a calma. Em seguida, tentar transferir essa calma e essa serenidade para a criança acidentada.

Depois, é a hora da ação:
- lavar a boca da criança com água filtrada;
- guardar o dente mergulhado no leite ou em soro fisiológico, em um pote ou em um copo, e nos trazer ao consultório, junto com a criança o mais rapidamente possível.

Diante disso, avaliaremos as condições advindas do trauma para adotarmos os procedimentos adequados. O importante é manter a região limpa, para que não haja acúmulo de bactérias.

Em linhas gerais, a possibilidade de se reimplantar o dente decíduo deve ser criteriosamente avaliada, uma vez que a probabilidade de insucesso é muito grande. Além disso, este procedimento poderá submeter a criança acidentada a um novo stress.
Sendo o reimplante contra-indicado para suprir a falta deste dente, indica-se um dispositivo ortodôntico – mantenedor de espaço – podendo-se utilizar o próprio dente acoplado ao aparelho para substituir aquele que caiu, criando uma estética mais favorável, além de devolver à criança o equilíbrio da função de falar e deglutir, até a época da substituição dos dentes.


b) Dente permanente:

Quando o dente permanente sai inteiro do alvéolo, os procedimentos mais adequados são os que seguem:

Lavar o dente em água corrente, sem esfregá-lo e recolocá-lo no lugar.
Se isto não for possível, guardar o dente mergulhado no leite ou em soro fisiológico, em um pote ou em um copo, e nos trazer ao consultório, junto com o paciente o mais rapidamente possível.


Intrusão do dente

Embora o dente não tenha fraturado ou saído por inteiro, a intrusão – situação que se define quando o dente é empurrado para dentro do alvéolo - é também uma situação que exige muitos cuidados.

Os dentes decíduos têm uma íntima relação com os seus respectivos sucessores permanentes que estão em formação e, dependendo da idade da criança, casos de uma intrusão muito severa poderão ter como conseqüência uma alteração do dente permanente, motivo pelo qual é imprescindível a atenção Odontopediátrica para a adoção de medidas preventivas adequadas.

É preciso atenção a possíveis lesões com a aparência de uma bolinha, que podem surgir acima no dente, no alto da gengiva, e também merece muita atenção o primeiro sinal de dor. As duas situações exigem uma rápida intervenção Odontopediátrica.

O fato é que, se com a dentição decídua, os traumas exigem cuidado, se a intrusão ou outro tipo de trauma acontecer com o dente permanente, a situação também exige medidas ou ações profissionais do cirurgião dentista.


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